A falácia neoliberal sustentada por parábolas bíblicas
Articulista do Instituto Mises, Robert Sirico, utiliza-se da Parábola dos Talentos para justificar a extrema pobreza, aquele que não investiu o talento do senhor e o guardara para devolvê-lo é designado de preguiçoso, e por fim é amaldiçoado ao dizer que o pouco que tivesse lhe seria tirado, ou seja, se tornaria um miserável, outros dois servos haviam recebido dois e cinco talentos respectivamente e os haviam dobrado, devolvendo ao senhor que deixara os talentos sob seus cuidados, em dobro, quatro e dez talentos respectivamente,
Ora, haveria investimento possível para aquele que recebera apenas um Talento? os investimentos que os outros dois servos haviam feito foram dignos moral e eticamente?
Como a oportunidade de investir, se lhes foram apresentadas? Havia muitos riscos para tais investimentos? Como poderiam esses dois servos terem certeza de que os receberia em dobro? Não poderiam terem perdido todos os talentos deixados a seus cuidados pelo senhor?
O servo que recebera apenas um Talento pudera encontrar um investimento que exigisse apenas um Talento? Houvesse encontrado era tal investimento digno moral e eticamente? Caso até o fosse, quantos e quais riscos haveriam para tal investimento? Ora o senhor antes de empreender sua longa viagem chamara os três servos e lhes distibuíra diferentes quantidades de Talentos, depois de analisar as habilidades naturais de cada um, logo ao servo, ao qual atribuiu apenas um Talento para ser guardado até seu retorno, já lhe reconhecia poucas habilidades naturais
Era este servo capaz de identificar oportunidades de investimentos dignos? e os riscos de tal empreitada? Quais eram as respectivas habilidades dos servos que os permitiriam saber encontrar e analisar oportunidades de investimentos seguros ao máximo e dignos de fato?
Por outro lado, qual a moral desse senhor para julgar, pis ceifava onde não semeara, recolhia onde não joeirara.
Ademais preguiçosos eram os outros dois servos, pois que não emprenderam não compraram cabras para vender depois cabritos para abate, nem para vender o lite ordenhado das cabras, apenas entregaram os Talentos confiados a eles a banqueiros, como disse o senhor ao servo a que chamara de preguiçoso, o que deveria ter feito entregar o Talento a ele confiado a banqueiros, agentes esses que nada produzem vivem a ganhar juros pelo temo que emprestaram dinheiro, que sequer era seu mas dos servos e de outros que lhe haviam procurado-o pa lhe confiar um dinheiro em troca de um pouquinho a mais depois de algum tempo.
Ora se o banqueiro devolveu aos servos o dobro do que lhe fora confiado, certamente muito mais terá ganho, talvez de alguém que precisara de recursos para tratar um filho doente.
Se pudéssemos atualizar tal parábola para nossos dias e nossa sociedade! Que trabalhador braçal teria recursos para investir, se o que percebe pelo seu trabalho, mal é suficiente para sustentá-lo e à sua família? Se tal trabalhador recebesse algum real a mais para além do que recebe habitualmente pelo seu trabalho, que oportunidade de investir, se lhe ofereceria para ele? teria ele por estar numa das escalas mais mal remuneradas, e portanto com menor nível de educação e cultura econômico-financeira, saber como investir o parco recurso à sua disposição, ou preferiria guardá-lo, para se, e quando, se lhe apresentasse uma situação mais difícil e aquele recurso permitiria alimentar a si e à sua família mais um ou dois dias?
Mas indo além, tal parco recurso investido dobraria de valor? Ou o risco de perder o já pouco o paralisaria, pensando numa época mais temerário, em que tal recurso poderia ser útil para mantê-lo e à sua família.
mas mais do ue tudo, fica expressa a lógica capitalista atual, empreender é dar dinheiro a bancos, financeiras, corretoras e afins, para fazer dinheiro do próprio dinheiro, sem que se precise produzir mercadorias e vendê-las no mercado para obter dinheiro novamente, agora com lucros.
Não o empreendimento sugerido pelo articulista é viva de ganhar juros. Ora para que se dar ao trabalho de produzir ter de administrar uma empresa com empregados, logística de compra e estocagem de insumos; e de venda de mercadorias.
Que nada, aplicar no mercado financeiro e não ter trabalho, deixar o capital reproduzir-se por si mesmo, até porque não paga impostos sobre os dividendos obtidos com a aplicação.
Simples assim a lógica neoliberal de ganhar com a especulação financeira, não com a produção de mercadorias.
Não à toa a Igreja católica considerava pecado a usura. Mas aqui a minha consideração não é moral, o problema é que o investimento financeiro é um fim em si mesmo.
Produzir para o mercado é supérfluo, um pequeno mal necessário para que haja empresas, para que se possa especular com suas ações e ganhar mais dinheiro de forma mágica, sobrenatural; dinheiro produzindo dinheiro!!!!!
Quão moral e eticamente aceitável gerar dinheiro por ele mesmo? Mágica? emprestar a um banqueiro não requer trabalho árduo gerador de produtos com valor de uso que podem ser transacionados no mercado, não o dinheiro é gerado pelo tempo, dimensão criada pelo homem ,não pela Divina Providência, o dinheiro a mais gerado pode ter ´vindo de uma família que tomou desse dinheiro do servo emprestado ao banqueiro e o devolveu com acréscimo depois da tentativa vã de salvar um ente querido, não o salvando e pagando o empréstimo com um acréscimo que piora a vida da já sofrida família. Entretanto, o emprestar ao banqueiro e ter recebido com acréscimo tempos depois justifica-se, se o dinheiro dado ao banqueiro foi usado para financiar a compra de produtos com valor de uso que vendidos no mercado tiveram um sobre-preço sobre o custo de sua produção, materiais utilizados e o valor do tempo gasto para produzir algo que ganha um a valor a mais no mercado no momento de sua intermediação produtor e intermediário, cada qual apropria-se de um valor que considera justo pelo trabalho requerido para produzir ou intermediar e o sobre-preço obtido no mercado também contém a parcela que saldará a dívida com o banqueiro mais um dinheiro mágico que aparece pelo tempo que esse dinheiro esteve nas mão do produtor ou intermediário de um produto com valor de uso que ganhou mais valor no mercado que pagará esse dinheiro em função do tempo que não esteve com o banqueiro diretamente, mas lhe pertenci, melhor, pertencia ao servo que o deixou com o banqueiro e que receberá parte do valor a mais que produtor ou intermediário dos produtos com valor de uso pagaram ao banqueiro para terem como produzir e/ou intermediar no mercado! texto feito de madrugada, algo prolixo, sem concatenação das ideias de em estilo e forma elegante! Se aprender a editar o farei, ou o aproveitarei para melhor expor como aumentar seu dinheiro apenas dando-o ao banqueiro pode não ser Algo moral ou ético e sempre de qualquer forma obtido pela mágica de deixar as mãos do banqueiro e financiar a produção e/ou intermediação de produtos de uso no mercado, o tempo cria o dinheiro a mais que é o juros cobrado em função de uma dimensão criada pelo próprio homem: o tempo!
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